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Histórico

 

Clique para ampliar "Pagoda" na Linha de Montagem

Clique para ampliar "Pagoda" na Pista de Provas

Em março de 1963 durante o Salão do Automóvel de Genebra na Suíça, era apresentado ao público o Mercedes-Benz W113. A nova série trazia consigo a difícil tarefa de substituir ao mesmo tempo, os conversíveis 190SL e 300SL combinando a praticidade e preço mais acessível do primeiro, com a performance e panache das lendárias 300SL.

 

Com seu design bastante avançado para a época, o carro foi o único projeto pós-guerra a ser desenhado fora da companhia por Paul Bracq, que mais tarde já como parte da equipe de designers da Mercedes seria também o estilista chefe das W100 600 Grand Limousine, W108/109 e dos populares W114/115.

 

As linhas do modelo faziam uso de alguns itens inovadores como o teto rígido mais alto nas laterais que no centro proporcionando assim uma área envidraçada maior dos vidros das portas e também facilitando a entrada e saída dos ocupantes.

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Clique para ampliar Pagoda - Edifício Japonês

Essa característica vista anos mais tarde também nas W107 deu origem ao apelido de “Pagoda” à série W113, uma vez que o formato do teto lembrava o de um “pagoda” (edifício típico do Japão antigo cujo teto era mais alto nas bordas que no centro) japonês. Outra função do design era o de aumentar a proteção dos passageiros em caso de capotamento, as laterais mais altas eram também mais reforçadas e portanto a segurança maior.

 

O primeiro modelo disponível entre 1963 e 1966 foi o 230SL, em 1967 o 250SL por apenas aquele ano serviria como a única versão da W113 e em 1968 foram introduzidos os 280SL que permaneceram em produção até 1971.

As Pagodas foram os primeiros veículos esportivos da história a passarem por testes de impacto frontal e toda a bateria de provas que já faziam parte da grande preocupação com segurança sempre presente na Mercedes-Benz. Zonas de deformação controlada (crumple zones) foram incorporadas à carroceria assim como freios a disco na dianteira e um botão da buzina acolchoado para proteger o tórax do motorista em caso de impacto. Outro destaque era o uso de pneus radiais pela primeira vez em uma SL, a medida era 185HR14 e se promoveu muito o fato da bitola do modelo ser 20cm mais larga que a do Jaguar E-Type.

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Centro do Volante acolchoado
Pneu Radial c/ Faixa Branca
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Detalhe Exclusivo: Pequeno parachoque traseiro nas pontas e bocal de combustível ao lado da lanterna tras. direita

Os 230SL faziam uso de uma versão um pouco maior do motor M127 utilizado nos 220SE só que agora com 2.3 litros e 150hp DIN. O interessante era que a potência desta primeira série das W113 se situava exatamente entre os 105hp DIN da 190SL e os 215hp DIN da 300SL, reafirmando ainda mais o duplo papel de evolução designado ao modelo.

Em 1967 os 250SL passaram a utilizar o novo M129 de 2.5 litros lançado no W108 (250S/SE) com sete mancais no lugar de quatro, essa versão produzia 150hp DIN e 10% mais torque que o 230. Finalmente em 1968 entra em produção o 280SL com o M130 de 2.8 litros, 170hp DIN e outros 10% a mais de torque que os 250. Todos os modelos era equipados com injeção mecânica Bosch.

Clique para ampliar Interior da W113 - Pagoda com câmbio Manual
Clique para ampliar Motor M129 - 6 Cilindros de uma "Pagoda" 250 SL

Todas as versões eram disponíveis com câmbio manual ou automático de 4 velocidades, este último com acoplamento viscoso em lugar do conversor de torque tal qual ocorria com os sedans e coupes da época. Em 1969 o raro câmbio de 5 marchas ZF era oferecido como opcional mas poucos carros foram assim equipados. Cabe notar que a maioria das 230SL são mecânicas e à medida que a série foi se tornando mais sofisticada e luxuosa, mais proprietários passaram a optar pelo câmbio automático, principalmente nas 280SL.

Direção hidráulica era opcional nas 230 e 250 e de série nas 280. Ar condicionado não era disponível nas 230 mas a partir de 1967 uma unidade Frigiking instalada abaixo do painel de instrumentos, podia ser especificada.

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280SL com Ar Condicionado sob o Painel de Instrumentos e Câmbio Automático

Outros itens disponíveis eram, estofamento em couro, pneus faixa-branca, assento traseiro, garras nos pára-choques, diferentes tipos de rádio, etc... Opções raríssimas são teto rígido com teto solar manual de aço integrado e jogo de malas especiais. Os 230 e 250 vinham equipados somente com tapetes de borracha, e as 280SL carpete.

A "Pagoda" foi o modelo que lançou as famosas rodas de alumínio tipo “castelinho” ou “forma de bolo” (bundt-cake) que passaram a ser um opcional disponível em todos os modelos Mercedes a partir de 1969 e inspiraram inúmeras cópias ao redor do mundo.

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Comprador recebendo os manuais e chaves de sua 230SL em 1965
250SL numa Revenda Mercedes-Benz em 1967

 

Outra curiosidade é que se podia encomendar o carro só com o teto de tecido, só com a capota de aço ou com os dois. As denominações do veículo variavam com a configuração escolhida, Roadster, Coupe ou Roadster-Coupe, este último um termo pouco utilizado. Existia também uma versão especial chamada de Califórnia coupe, a qual vinha equipada somente com a capota dura sem oferecer a de tecido. Neste caso um pequeno banco traseiro era instalado em seu lugar. Essa versão é chamada de Califórnia porque nesse estado americano chove muito pouco e portanto, é possível utilizar o carro na configuração conversível durante quase todo o ano. Sendo as possibilidades de chuva tão pequenas era eliminada a necessidade de eventualmente ter que se erguer a capota, daí sua eliminação completa nesta versão.

Os sistemas de suspensão da W113 eram versões modificadas dos já encontrados nos W111/112 com molas helicoidais na frente e atrás e eixo traseiro oscilante com compensador hidráulico opcional. Freios são a disco na dianteira e a tambor na traseira para as 230SL e disco nas 4 rodas a partir de 1967 na 250SL e subseqüentemente na 280SL de 68 a 71.

280SL - Interior

O desempenho das W113 apesar de não ser nada espetacular pelos padrões de hoje foi considerado excepcional na época de seu lançamento. Os motores possuem excelente flexibilidade e o carro é puro prazer de dirigir, com um ronco melodioso na dose certa. Mesmo sendo um esportivo as W113 contam com um excelente espaço interno, ótimo acesso através das amplas portas que se abrem para um habitáculo de muito bom gosto, impecavelmente bem acabado e acolhedor. O fato do desenho da carroceria possuir uma linha de cintura baixa causa a impressão de que se está sentado bem alto e a visibilidade para frente e para trás é muito boa seja na configuração conversível, teto de tecido ou de aço.

A W113 Pagoda é um carro que nasceu com a difícil missão de substituir dois modelos de prestígio ao mesmo tempo, e como tal, se tornou um clássico assim que o primeiro exemplar deixou a linha de montagem em Sindelfingen, reunindo as melhores qualidades de ambos seus predecessores se tornando um dos Mercedes-Benz clássicos mais cobiçados por colecionadores em todo mundo.

Clique para ampliar Convençao de "Pagodas" na cidade de Spyer - Alemanha - 2003